Competências Pessoais e Profissionais: O que isso muda em minha vida?

Competências Pessoal e Profissional: O que isto muda na minha vida?

Quando pensamos em nos ver em um trabalho, geralmente, nos atemos às melhores situações que possam nos ocorrer. Realmente, trabalhar deve ser um fato agradável para a vida do ser humano. Mas sabemos, de um lado, que nem sempre conseguiremos adentrar em uma organização que nos ofereça espaço para que as nossas melhores expectativas aconteçam. Será que o problema está somente na organização?

Devemos atualizar nossa maneira de ver os fatos, até porque a oportunidade está sempre à nossa frente, seja ela do modo que imaginamos ou não. Ter essa atualização significa que seremos melhores conosco se conhecermos a nossa realidade, nossos limites e potenciais que devem e podem ser desenvolvidos. Desse modo, não importa onde trabalha, onde vive, onde sua vida está e, sim, o que você faz com aquilo que tem e que administra. Conhecer nossas competências, pessoal e profissional, é um estado propício para desenvolver caminhos para escolhas atuais e futuras. Você não deveria esperar que esse conhecimento fosse dado somente pela experiência com os demais, mas da vivência sua, consigo mesmo. Todos sabem dos seus próprios limites, daquilo que os afligem, daquilo que gostam e o que fazem melhor. O problema é como falar tudo isto sem que haja conflitos na hora da sua exposição aos outros, já que a sociedade premia muito mais a qualidade humana do que o seu esforço individual para se chegar a essa qualidade.

Como expressou Guimarães Rosa: “O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Assim, o poeta nos avisa de que a travessia, ou melhor, o esforço para a travessia, é a melhor das qualidades humanas, já que por ela se tem a noção daquilo que se teve de administrar para se chegar ao final. Esta frase, em minha opinião, retrata os cuidados que um selecionador deverá tomar para si quando está à frente de um candidato para o preenchimento de uma vaga. E, também, do cuidado do candidato para melhorar sua expectativa de contratação para essa vaga. O que é brilhante na frase que une esses lados? Ela alerta para que sejamos francos com os nossos destinos, desenvolvendo no diálogo que se cria no momento da entrevista a clareza de virtudes que sobrevivem diante dos defeitos e das qualidades humanas.

Os chamados defeitos, tão não negociáveis na hora da entrevista, podem ser considerados virtudes na medida em que os conhecemos e sabemos os motivos pelos quais habitam nossa existência. Esse é o poder que está em nossas mãos. Decidir o que acolheremos em nossas vidas. Com a vida no trabalho é o mesmo sentido, pois somos nós que habitamos o corpo profissional, não há dualidade entre eu e o que me tornei na profissão.

O campo da competência pessoal tem em seu conceito geral a maneira como a pessoa administra suas emoções. Para isto no momento da entrevista o candidato deverá expressar como é cônscio dos rebates emocionais que nem sempre consegue, com artefatos linguísticos possíveis, expressar coerentemente sua frustração. Porém, mesmo não tendo suficiente força de expressar oralmente seu desencanto poderá por sua própria ciência diminuir seu impacto negativo no ambiente que o circunda, seja ele pessoal ou profissional. Quando o selecionador procura saber do candidato o que lhe desagradava no emprego anterior é comum que o candidato fique com dificuldade de responder tal questão, pois pensa em não macular a imagem da empresa que atuou já que isto incide negativamente para sua própria imagem profissional. Mas, em verdade, é óbvio que conflitos de interesses estiveram presentes entre a empresa e o candidato, mas como colocar isto sem deixar enfatizado um lado de vítima ou de algoz?

Competência pessoal um termo que prefiro pensa-lo como um substantivo coletivo, que reúne em si as qualidades e os defeitos humanos. Embora seja clamado na literatura em suas definidas qualidades, acredito que a maior competência humana é se dar ao devir, reconhecendo que as imperfeições humanas são produtos sociais, filhas da sociedade e como tal, deve por parte de cada um haver o entendimento de sua criação e do seu porvir na própria educação, seja por quem as tem, seja por quem com elas convive.

Por Regina Damazzo

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