Sobre liderança feminina e igualdade de gêneros no trabalho

Na última semana, nossa Diretora Executiva Daniela Aquino participou do 5º Encontro de Liderança Feminina da ABRH SP. O evento reuniu mulheres líderes de várias empresas para debater a igualdade de gêneros no mercado de trabalho, além de ter sido também a celebração de um acordo entre a ABRH e a ONU Mulheres para a realização de ações nessa temática. Que tal continuarmos essa discussão por aqui?

Um dos debates levantados por Tania Consentino, presidente da Schneider Electric na América do Sul, foi justamente em relação às diferenças nas oportunidades. Em sua empresa, apenas 15% do board administrativo é composto por mulheres – nos próximos anos, isso deve mudar com uma nova política de contratação. A previsão é que, a cada ano, pelo menos 40% das novas vagas sejam preenchidas pelas profissionais do sexo feminino, a fim de que elas possam se desenvolver na companhia e atingir cargos de gestão no futuro.

Os benefícios desse equilíbrio de gêneros em cargos de liderança são muitos. Em relatórios recentes, publicados pela Thomson Reuters e pelo FMI, a participação das mulheres nos boards corporativos foi avaliada não só como rentável, mas sim como fundamental para inovações e melhoras na administração. O exemplo citado por Lívia Azevedo, VP do Walmart, de que em sua empresa o conselho é composto por proporções iguais de homens e mulheres traz novas perspectivas para a discussão.

Esses tipos de iniciativa também contribuem para uma mudança geral, mais subjetiva, na forma das próprias mulheres encararem o mercado de trabalho. Muitas se veem incapazes de assumir posições de liderança devido às consequências da maternidade e da gestão das famílias – e, muitas vezes, elas são de fato desfavorecidas por políticas empresariais criadas por homens que perpetuam esses privilégios. Nesses casos, fala-se muito sobre o he for she, o engajamento dos homens nos movimentos de empoderamento feminino.

Ao fim do evento, o grande desafio que pairava sobre as muitas mulheres da plateia era justamente de identificar seus próprios objetivos profissionais e os caminhos para atingi-los – o que, diga-se de passagem, é um dilema encontrado por qualquer pessoa no âmbito profissional. É claro que esse é um debate longo, plural e cheio de sacrifícios, que não podemos encerrar aqui. Porém, é justamente através dessas conversas que podemos estimular pequenas mudanças e impactar positivamente nossos ambientes de trabalho. Nós acreditamos que, juntos e juntas, podemos transformar esses cenários!


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