A cultura da organização pode destruir ou alavancar a estratégia do seu negócio

A cultura da organização não é algo supérfluo, desimportante, que se desconsidera no momento de definir estratégias, buscar novos posicionamentos no mercado.

Cultura importa, sim, grandemente.

Peter Drucker sugere que “A cultura devora a estratégia no café da manhã”.

Richard Barret, um importante pensador dessa temática, afirma que a cultura da organização é a nova fronteira da vantagem competitiva.

Mas não são só os pensadores e grandes teóricos que descrevem a cultura da organizaçào como algo capaz de agregar valor ao negócio, fator preponderante para a sustentabilidade da empresa, diferencial competitivo.

Recentemente a Revista CEO Word Magazine publicou uma matéria contendo depoimentos de grandes executivos, como da Kraft, P&G, Coca-Cola, Unilever, entre outros que reiteram essa ideia.

Esses executivos estão de acordo com essa afirmação dos teóricos. Mais, estão atentos a gestão da cultura das suas organizações.

Cultura e estratégias alinhadas podem promover excelentes performances e resultados. Quanto? Algo bastante significativo.

Em seu último livro sobre Ciclo da Cultura, o professor James L. Heskett da Harvard Business School conclui que a cultura eficaz pode ser responsável por 20 a 30% do diferencial no desempenho corporativo quando comparado com os concorrentes "culturalmente banais".

É sabido que muitas estratégias de negócio são frustradas durante a execução. Na formulação há claros indícios de sucesso, há argumentos palpáveis que confirmam suas eficácias.

Na execução, a cultura devora a estratégia. Não há planos, diretrizes, propostas que não necessariamente precisem de comportamentos, posturas, mind set favoráveis e coerentes para se tornarem reais, concretos.

A cultura da organização, especialmente em tempos de mergers, fusões, aquisições, mudanças aceleradas no mercado, pode representar, se não bem gerida, uma barreira.

Em tempo, cultura da organização é o jeito de ser empresa, está representada na forma como a organização se relaciona com seus stackholders, na história que construiu e é a base de sua forma de ação.

A metáfora do iceberg pode nos ajuda a visualizar a relação entre estratégia e cultura.

O que se encontra acima da linha de água é tudo na sua organização que é visível e do qual somos conscientes, como a estrutura da organização, a estratégia, os objetivos. Mas a maior e mais importante parte deste iceberg é o que está abaixo da superfície. Isto é o que realmente determina o sucesso de sua organização.

A parte submersa do iceberg é por sua natureza invisível e inconsciente. Não temos conhecimento dela, mas ela é muito poderosa.

Ela encapsula padrões de comportamento auto-sustentáveis, sentimento, pensamento e crença da sua organização - em outras palavras, a cultura.

Quando a cultura e estratégia estão alinhadas, tudo abaixo da linha de água suporta o que esta sobre ela. Sua empresa é mais propensa a ter sucesso e ser transformada.

Quando a cultura e estratégia estão desalinhadas, há comprometimento sério do desempenho e limitação do sucesso da estratégia.

A grande questão é como alinhar ambas, como transformar a cultura para que ela suporte e apoie a estratégia.

Isso é possível, mas complexo e trabalhoso. Há ferramentas e metodologias à serviço dessa proposta.

Necessariamente as empresas e seus executivos precisam estar conscientes e favoráveis à essa ação.

Criar novos referenciais, estabelecer novos padrões de comportamentos a serem seguidos, estimular efetivamente a participação das pessoas nas discussões sobre cultura e estratégia são algumas das ações que podem ser desenvolvidas a fim de alinhar cultura e estratégia.

Estabelecer diretrizes culturais, como missão, visão e valores é saudável, mas não o suficiente. As pessoas precisam elaborar internamente essas diretrizes, precisam perceber o significado delas no dia a dia de trabalho, precisam construir novas histórias à partir de novos referenciais.

Um desafio louvável, mas rentável.

Finalizo com uma frase de Barry Calpino, vice-presidente de Inovação da Kraft: "Você pode ter os maiores processos do mundo. Mas geralmente quando você avalia empresas que são bem sucedidos em inovação, o talento e a equipe estão no topo da lista.

Texto escrito pela consultora associada Linus, Susi Berbel Monteiro, Coach, Mestre em Cultura, Consultora em Cultura Organizacional e Desenvolvimento Humano.

Quer saber mais sobre cultura organizacional? Nós estaremos com uma palestra sobre o tema no 29º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, dia 12 de maio.

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